sábado, 20 de dezembro de 2008

Estação Ferroviária de Ingá


O marasmo presente na Vila do Ingá foi rompido no inicio do século XX com um novo período de desenvolvimento da cultura algodoeira que durará com momentos de altos e baixos até a década de 40.
Porque a Vila do Ingá havia permanecido tanto tempo nesse passo lento?
Nas ultimas décadas do século XIX, a produção algodoeira do Agreste e do Sertão entrou em decadência. Nada de vender para o exterior! Afinal, como concorrer com o algodão de outras regiões que tinha preço menor? A esses, o filé do mercado internacional pago em libras esterlinas!
O Nordeste continuou a plantar algodão, só que em quantidade bem menor para atender o mercado interno. Nessa época, a Inglaterra não tinha mais interesse apenas em importar matéria-prima e exportar tecidos. Agora, com o desenvolvimento do seu parque industrial, era bem mais lucrativa para os capitalista ingleses exportar mercadorias mais valorizadas, como dinheiro, maquinas e serviços!
Assim, aproveitando as condições propícias no Brasil – o aumento populacional, crise no mercado de trabalho com o fim iminente da escravidão, a transição para uma economia monetarizada e os interesses da classe dominante brasileira, enriquecida com o café – a burguesia inglesa passou a incentivar a “modernização” do país.
Como? Emprestando capital para a construção de ferrovias e portos, para a instalação de serviços públicos como a rede de eletricificação e, principalmente, a implantação de um parque fabril. Que parque fabril? Têxtil, é claro! Com que dequipamentos, já que aqui não havia fábricas de maquinas? Ora, com equipamentos importados da Inglaterra. Esses equipamentos estavam “meio Ultrapassados por lá” “meio fora de moda”, mas para quem não tinha nada parecia um ótimo negócio. Principalmente se os próprios ingleses emprestavam o dinheiro para comprá-los (é óbvio, também que asa condições desse empréstimo eram “um pouco” desfavoráveis, mas não havia problema, se não desse para pagar era só “rolar” a divida e pagar juros sobre juros!)
No entanto, havia um outro problema. Onde se iria comprar o algodão para fazer as fábricas funcionarem, já que o de boa qualidade era exportado? Ah! Havia o Nordeste que plantava um algodão (que podia ser comprado bem baratinho) que serviria muito bem para fazer funcionar as velhas maquinas vindas da Inglaterra.
No Nordeste foram, aos poucos, se instalando pequena fábricas têxteis (a primeira em 1870, em Pernambuco), o que concorreu fortemente para o crescimento de suas cidades e vilas. Por volta de 1900, o setor têxtil estava muito estimulado, gerando empregos e fazendo aumentar a produção tanto na agricultura quanto no comércio. Em 1905, o Nordeste possuía 47 fábricas de tecidos e fiação de algodão, sem contar as unidades de beneficiamento difundidas pelo interior. Até a década de 30, esse setor foi principal comprador de algodão.
A construção das ferrovias nessa área facilitaria muito as coisas principalmente para os plantadores de algodão.
Afinal , para que servia o caminho de ferro? Para escoar a produção e, principalmente, para aplicar os recursos vindos da Inglaterra. No Brasil , as primeiras ferrovias foram construídas ainda na segunda metade do século XIX, sempre ligando áreas produtoras de culturas de exportação aos portos. Foi assim no Sul, foi assim no Nordeste.
Em 1871, foi assinado o primeiro decreto do Governo Nacional autorizando a incorporação de companhia para construir uma estrada de ferro na Paraíba, ligando a capital a Alagoa Grande, com ramificações para Ingá e Guarabira. Alguns anos depois foi constituída a “The Conde D’Eu Railway Company Limited” (até o nome era ingês e o Conde Francês!) com base em uma série de benefícios concedidos pelo Estado. Em 1880, deu-se início a construção da estrada de ferro Conde D’Eu nos trecos entre a Capital, Guarabira e Pilar. Só em 1907, quando a empresa já havia resgatada pelo governo Federal, iniciou-se o treco da Ferrovia de Itabaiana a Campina Grande – o caminho do algodão – passando pelo Ingá ( estação local foi inaugurada em 1909), sendo a linha arrendada a Great Western.
Ao mesmo tempo em que se construíam as vias necessárias ao escoamento, o governo local baixava medidas incentivando o aumento e a melhoria da produção algodoeira e a instalação de fabricas têxteis. São criados prêmios para os agricultores que adotassem processo moderno de colheita e descaroçamento e promovidos incentivos, através da Carteira de Crédito Agrícola, que isentavam de impostos as empresas que montassem usinas de beneficiamento e alta prensagem de algodão.
A resposta é rápida. A partir de 1916, diante da conjuntura favorável da I Guerra Mundial, são fundadas várias prensas e usinas de descaroçamento em Cabedelo, Campina Grande, Santa Luzia, Sapé, e na Capital. No agreste, o município do Ingá produzia em larga escala, principalmente devido a atuação do estrado ( no Governo Epitácio Pessoa) que através do INFOCS (Instituto Federal de Obras contra as Secas) promoveu a construção de açudes e barragens, o que assegurava a mínima condição de vida para a população rural, ao mesmo tempo em que ampliava e melhorava a infra-estrutura produtiva local, beneficiando, principalmente, o patrimônio privado. Assim, entre 1922/23, foi construída a estrada de rodagem Itabaiana, Ingá, Campina Grande; em 1925, foi inaugurada a luz da sede municipal e em 1926, a da Vila de Serra Redonda.
As obras da Estação de Ingá foram concluídas em 1907. Possui volumetria singela arrematada por coberta aparente em telha cerâmica canal em duas águas, com cumeeira central disposta no sentido longitudinal.
O beiral da fachada maior da Estação avança além da alvenaria para fins abrigar os passageiros, configurando plataformas de embarques e desembarques suspensas por mãos francesas em madeira.
A construção compreende 91 m2 de área coberta abrigando bilheteria , residência do agente e um depósito, além de uma “casinha” – banheiro separado com 2.3 m3 . O comprimento total da plataforma é de 15 metros.
A Estação fica localizada a 2 km do centro de Ingá e a 7 km da parada das itacoatiaras de Ingá – Sitio Arqueológico. A Estação encontra-se distante 22 km da Estação de Galante.
O COMÉRCIO, outrora considerável, efetuava transações com as praças de Campina Grande, João Pessoa e Recife, muitas vezes. Sua estação fica próximo ao núcleo habitacional da cidade de Ingá foi criada em 10 de abril de 1940.
O município, outrora servido pela “Great Western Railway Company Limited” ainda guarda, na luta contra o tempo, o testemunho de uma época de movimentação econômica e social, tão representativa para todas as cidades interioranas da Paraíba, cortada pelos trilhos da antiga Conde D`Eu, atualmente usada pela concessionária CFN, encampada pela RFFSA.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Símbolos Municipais


Criação da Bandeira e Brasão

José Claudino da Silva, ex-prefeito municipal, através da Câmara de Vereadores, aprovou a lei nº. 03, de 20 de maio de 1977, criando a bandeira oficial e o brasão do município.

O brasão da bandeira municipal foi inspirado através das inscrições registradas no sitio arqueológicos do município.

A bandeira do município ficou determinada com as seguintes cores: azul representando o céu; branco representando a paz; verde representando a esperança e o amarelo representando as riquezas.

Autor da bandeira foi o professor Carlos Heriot Fernandes da Silva.

Criação do Dia da Bandeira

Através do decreto nº. 01 de 25 de abril de 1978, na gestão do prefeito José Claudino da Silva, ficou criado o Dia da Bandeira Municipal de Ingá em homenagem ao pavilhão Municipal, para ser comemorado todo o dia 02 de maio.

Hino da Bandeira de Ingá

Ó pavilhão
Estandarte querido
Por ser um povo unido que sempre te quis
Tua presença representa a glória
E nos lembra a história desta gente feliz

Simbolizas um povo altineiro
Bravo forte hospitaleiro
Teu brasão tem uma história honrada

E nos fala da Pedra Lavrada
Monumento que Ingá apresenta
Com orgulho e amor veronil
Tuas cores alegres nos lembram
A bandeira do nosso Brasil

Ó bandeira de Ingá és um grito
Que ao longe irá escoar
Dos tropeiros herdaste um nome
Que os teus filhos irão exaltar
Recebei ó bandeira querida!
O amor desta gente a cantar

Que te elevem bem alto
E que sejas deste povo
A grandeza, o altar.

Letra de Maria de Jesus

Hino de Ingá

Ingá, teu cruzeiro e marco de fé
Ingá, tua igreja representa o amor (BIS)
Ingá, estas firme e sempre de pé
Relembrando o teu grande fundador (BIS)

Es cidade do tempo passado que envolve.
Os teus filhos de glória
Es cidade que tens no teu lado
Os sepulcros de saudosas memórias.

Letra e Música 1ª Sgt. José Maia do Nascimento

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

OS NATIVOS: O HOMEM E A TERRA

A história da ocupação humana do território do Ingá, antes da chegada do europeu, é ainda desconhecida. Não se sabe ao certo quando e como ocorreu o surgimento do homem nesse espaço (como de resto em todo o continente americano) e o pouco que sabe é confuso e controvertido. Os dados existentes se referem ao povoamento na época da conquista européia e mesmo esses são contraditórios.
Alguns historiadores afirmam que de Copaoba (Serra da Raiz) até o sul o atual Estado da Paraíba, com exceção do litoral, não havia aldeias indígenas.

“Toda a caatinga litorânea que vai de Guarabira a Pedras de Fogo através de Magoa Grande, Mulungu, Alagoinlia, Araçá, Sapé, Salgado, Pilar, Gurinhém, São Miguel de Taipu, Itabaiana e Mogeiro, Natuba, Aroeira, Umbuzeiro era terra desocupada. Pelo menos assim foi encontrada na época da conquista. Nenhuma aldeia por aquelas bandas nem mesmo no Ingá” (Almeida, 1978, p.75)

Ao contrário, Balduíno Lélis - estudioso das itaquatiaras - afirma que os conquistadores europeus, ao chegarem à área hoje ocupada pelo Ingá, estabeleceram contatos com os nativos ali fixados: os cariris da tribo sucuru. No entanto, segundo Lélis, não foram os cariris nem os tupis que fizeram as inscrições da Pedra Lavrada. Isso teria ocorrido em época mais remota, muito antes da chegada desses grupos.
Depois do povo que esculpiu a pedra e, antes dos cariris, teria vivido nessa área, um grupo que já conhecia a cerâmica (que os cariris desconheciam), pois ali foram encontrados diversos fragmentos dessas. Finamente, os últimos a se instalarem na área, antes da chegada dos europeus, foram os cariris.

“Os índios que habitavam a serra do Bodopitá, ou Serra Velha, como hoje é chamada pelos ingaenses, não davam notícias sobre aquela pedra pintada aos curiosos homens de pele branca, que se botavam sertão adentro, à procura de riquezas ou de Leras boas para a criação de gado (...)”

(Lélis, 1977, pp. 420/422)

Ou seja, segundo Lélis, na época da ocupação branca, essa área ainda era povoada por agrupamentos indígenas, muito provavelmente da nação cariri, do grande grupo Jê, chamados “Tapuias” (bárbaros) pelos Tupis. Essa também parece ser a opinião de Luiz Nunes Alves:

“(...) Falando do interior,
Nós sabemos que ali
Habitava outra nação
Chamada de Cariri,
Por uns, por outros, Tapuias
Os quais nunca usaram cuias
Ao se banhar por aqui.

Para se ter uma idéia
Da grandeza da Nação
Dos chamados Cariris
Basta esta informação:
A raça se estendia
Do Estado da Bahia
Até lá no Maranhão.

Ela, aqui, compreendia,
Coremas- Tocariús,
Ariús, Jaguaribaras,
Panatis, Caratiús,
Pegas, Janduis, Icós,
Bultrina, Paiacus, Xocós,
Tremembés e Sucurus.

Pegas, Panatis, Coremas,
Ficavam no Piancó,
Os sucurus em Monteiro,
Caicós, no Seridó,
Em Cuité, os Janduis,
No mais, eram Cariris,
De Campina a Orobó (...). (Alves, 1984, p. 71)

Supõe-se que nas guerras intertribais os tupis tenham desalojado os cariris do litoral, empurrando-os para o interior.
Esse processo teria se consolidado com a chegada dos novos invasores: os brancos. Talvez seja essa a explicação para o fato de que, na época da conquista branca do interior (além-litoral), a presença de populações nativas ser inexpressiva (sem tribos numerosas) ou até mesmo inexistente, no Piemonte da Borborema.
Os espaços ocupados por comunidades primitivas (como os Cariris e Tupis) caracterizam-se por não sofrerem agressões violentas por parte da ação humana, uma vez que os índios dispõem deles apenas para garantir a sua sobrevivência. Sendo assim, tais espaços só possuem importância na medida em que podem ser utilizados na coleta, pesca, caça e em algumas atividades agrícolas como a plantação de mandioca, milho, batata-doce e algodão destinado para o autoconsumo.
O espaço geográfico, dito agrestino, teria se constituído, então, a partir da atuação de comunidades primitivas e posteriormente de conquistadores portugueses. Com a ação do branco, esse espaço assumirá aspectos específicos do sistema colonial que aproveitará suas condições naturais, submetendo-o, por sua vez, às suas próprias necessidades.

video

POBREZA NA TERRA DO OURO BRANCO!

Antigo armazém onde era comercializado o algodão

A partir da década de 50, do século XIX, a vila do Ingá passou a ter um expressivo crescimento populacional. Em 1847, a sua população livre era de 2,481 habitantes, já em 1851 atinge o número de 8.316 pessoas (3), Esse crescimento da população livre parece estar relacionado também aos fluxos migratórios provenientes do sertão devido à seca. Muita gente afluiu para Ingá devido à sua proximidade com a Vila Nova da Rainha (Campina Grande). O efeito desse fluxo foi não só um aumento
_________________________
(3) CL Irineu Ferreira Pinto - Em 1847 a 1º Comarca totalizava 57.322 homens livres, assim distribuídos:
- Parabyba-----------------------------------------------------------20.099
- Vila de Alhandra---------------------------------------------------- 3.627
- Vila de Mamanguape -----------------------------------------------12.142
-Vila do Pilar--------------------- -----------------------------------18.973
- Vila do Ingá --------------------------------------------------------2.481
Em 1851, havia 693 escravos na Vila do Ingá. Não foram localizados dados relativos aos anos anteriores.
“A Vila é pouco povoada e de importância muito secundária (...). A Igreja do Rosário é de aspecto triste, os altares acham-se cobertos com panos insignificantes e velhos, e parecem antes altares de oratório de menino, do que mesmo de uma igreja onde existem as imagens do Redentor e dos mártires (..,). Segundo nos informam é isto devido antes a falta de meios do que a ausência de fervor religioso (...)”. (Seixas, 1985, p. 67)
Apesar da pobreza e das dificuldades, a luta pela sobrevivência era constante, Um dos mais sérios problemas da Vila do Ingá sempre havia sido o abastecimento d’água, uma vez que a água das cacimbas do Rio Ingá por ter uma grande quantidade de sal não era própria para beber. Isso obrigava os habitantes do lugar a ir buscá-la na Serra Verde, a mais de uma légua (6 km) de distância e que era a fonte mais próxima. Mesmo assim, na época de estiagem, a fonte secava e era preciso buscar a água na Serra de Bodopitá, a uma distância de três léguas. Em 1848, havia sido construído, próximo à Vila, o açude Zabelê, no Governo do Presidente em 1860, ele se encontrava nas seguintes condições:
“(...) não se presta a seu mister, pois no mesmo entram os animais, o que concorre para que exale a água pútrido miasma e esteja sempre revolvida. O açude não corresponde ao nome, é um poço ordinário”. (Seixas, 1985, p. 67)
Assim, no início da década de sessenta do século XIX, a população da Vila do Ingá vivia momentos difíceis, em meio à pobreza e à morte. No entanto, a Vila,, nessa época, retrata bem o quadro da ocupação do Agreste da Paraíba, resultado da associação de três atividades econômicas - a agricultura de subsistência, a pecuária e o algodão. Esse último se apresentará, no limiar da nova década, como a possibilidade de abertura de novos horizontes. A agricultura de subsistência funcionará como retentora da mão-de-obra para as demais, uma vez que provia seu sustento nos períodos de crise, impedindo, ou pelo menos atenuando, a migração para outras áreas. A história do desenvolvimento da cultura algodoeira no Ingá é um retrato do que aconteceu em todo o Agreste Paraibano. Por que ocorreu a sua introdução nesse espaço? O que aconteceu com as grandes fazendas que criavam gado e com os homens pobres e livres que plantavam seus roçados? Por que, apesar do ouro branco, esses homens ficaram cada vez mais pobres e menos livres? Qual o significado do algodão para o Agreste? Durante o período colonial, o algodão, que já era conhecido pelos nativos antes da chegada dos europeus, foi utilizado basicamente para o consumo interno, na confecção de peças do vestuário dos escravos e também de sacaria para os engenhos de açúcar. A partir da segunda metade do século XVIII, o algodão viria a produzir profundas modificações na organização do espaço nordestino, em especial no Sertão e no Agreste. O crescimento na cultura algodoeira no Brasil relacionava-se diretamente à grande necessidade de matéria-prima provocada pelo desenvolvimento da indústria têxtil inglesa (com a Revolução Industrial) e pela situação internacional favorável, devido ao bloqueio da produção dos Estados Unidos que se encontrava, então, em guerra pela independência contra a própria Inglaterra. Entre 1780 e 1830, o algodão tornou-se, no Brasil, uma cultura de exportação, transformando as áreas mais distantes em vastos algodoais, sendo o Nordeste o maior centro produtor e exportador. Em termos de Agreste, a lavoura algodoeira trouxe importantes modificações tanto na sua organização agrária quanto nas relações de produção e no quadro urbano regional. A estrutura fundiária agrestina caracterizava-se pela combinação «o latifúndio (originalmente ligado à apropriação da terra para a criação de gado)com o minifúndio (originado da divisão dos latifúndios por heranças sucessivas ou pelo povoamento dessa região em épocas de depressão da cultura açucareira na Zona da Mata). A cultura do algodão podia ser realizada tanto em grandes como cm pequenas propriedades., O Agreste era perfeito! Nas grandes propriedades, nessa época, o gado dividia as terras com os trabalhadores livres (arrendatários ou parceiros) porque o roçado que estes plantavam, depois de colhido, lhes servia de pasto (tanto a rama do algodão quanto a palha do milho). Já nas pequenas propriedades, a atividade principal era a cultura de alimentos - fava, milho e feijão - mas também se plantava algodão porque esse produto, ao ser vendido, é que permitia a compra das sementes para a produção dos outros. Aliás, depois que o algodão começou a ser plantado em larga escala, as coisas iriam mudar muito tanto para os grandes proprietários quanto para os agricultores. A terra já não iria ser a mesma, os homens também não! Na época em que a pecuária e as cultura de subsistência eram as atividades econômicas principais, as grandes fazendas possuíam moradores que além de plantar algodão e alimentos também fiscalizavam a boiada. No entanto, o cuidado com o gado era, de fato, obrigação dos trabalhadores permanentes e dos vaqueiros que não recebiam salários em forma de dinheiro mas“1/4 da produçãoda fazenda ou seja, de cada 4 bezerros que nasciam uni lhe pertencia e os outros 3 eram do proprietário”. (Andrade, 1986, p 122) Já o trabalho escravo parece ter sido pouco utilizado tanto na pecuária quanto, mais tarde, na lavoura comercial de algodão. Essa tinha um período de crescimento curto e era mais interessante para o grande proprietário empregar trabalhadores livres por breve período do que manter um grande número de escravos que iriam passar a maior parte do tempo sem ocupação lucrativa. O gado, por sua vez, era destinado ao abastecimento interno. A população pobre sobrevivia, ora com o comércio de gado na feira da Vila Nova da Rainha (Campina Grande hoje), ora cuidando da boiada dos senhores de engenho da Zona da Mata que ia passar o inverno no Agreste, ora alugando a sua força-de-trabalho para levar os rebanhos para o Recife. As coisas começaram a mudar com a explosão da produção algodoeira. A principal transformação aconteceu nas relações entre os proprietários de terras e seus agregados. Os trabalhadores permanentes praticamente desapareceram. Ao mesmo tempo foi se firmando o sistema de moradia e, em especial, o de parceria, em que a produção passa a ser dividida com o proprietário como forma de pagamento pelo uso da terra. Era o dono da terra quem, além de ficar com parte da produção dos agricultores, determinava o quê, quanto e como eles poderiam plantar (aliás, ainda hoje isso é muito comum no Nordeste). Dessa forma, o homem pobre dito livre, ficava cada vez mais sob o domínio dos latifúndios sua exploração ficava cada vez mais intensa. Da mesma forma que a cana-de-açúcar, a cultura algodoeira, por ser uma atividade voltada para a exportação, sofria mudanças conforme as alterações do preço do produto no mercado internacional. Assim, durante o período da Guerra da Secessão Norte-Americana (1861-1865) que provocou a interrupção da produção algodoeira dos LUA, a Inglaterra se viu obrigada a recorrer a outras fontes de abastecimento da matéria-prima, entre elas, o Brasil. Foi assim que as exportações paraibanas, procedentes na maior parte do Agreste, que já havia aumentado de 70.560 arrobas em 1841 para 187.941 em 1849, continuaram a crescer até fins da década de 60 do século XIX. Durante esse período, enquanto o algodão era valorizado e o seu preço estava em alta, a exploração dos agricultores era menor, porque os lucros dos proprietários eram maiores. Porém, com o fim do “boom”, em 1870, e a queda do preço do algodão provocada pelo retorno dos EUA ao mercado (depois da Guerra da Secessão) e pela entrada em cena da produção egípcia e internamente da produção paulista em condições mais competitivas, os homens pobres e livres tornaram-se presas fáceis nas mãos dos grandes proprietários. Esses aumentaram as áreas de plantação para ter condições de vender grandes volumes no Porto de Recife. Era uma tentativa desesperada de manter os altos lucros com base no aumento da produção. Só que o aumento das áreas dos algodoais significava a diminuição das terras para o cultivo de subsistência. A pressão sobre os parceiros tornou-se cada vez maior e esses se viam obrigados a aceitar a “parceira de condição” como a última alternativa para escapar ao crescente exército de mendigos, criminosos e bandidos que proliferavam na Província. Foi às custas desses trabalhadores livres que se tornou possível o desenvolvimento do algodão no Agreste, que assistiu também ao surgimento de inúmeras vilas. E, em cada vila, foram-se instalando os pequenos vapores para beneficiamento do algodão. Assim, junto com uma acentuação da exploração do homem pobre e livre, o algodão provocou o crescimento dos núcleos urbanos, do comércio e da população agrestina. Muita gente (homens livres e escravos libertos) da Zona da Mata correu para lá! Muita gente correu para o Ingá! O agreste se constitui, nesse período, num amplo espaço que vai sendo aos poucos integrado ao mercado capitalista, mas que ainda permanece subocupado e subexplorado. Resultado disso é a dificuldade de comunicação existente entre seus povoados e vilas e a capital da Província, bem como a extrema miséria da sua população. Uma população de homens livres, mas antes de qualquer coisa, homens pobres: Sua liberdade é, portanto, limitada e vigiada pela sua pobreza. - Não é por acaso que esses homens, segregados da cana e da seca, fugitivos da exploração dos senhores de engenho da Zona da Mata e dos coronéis do gado e comerciantes de algodão do sertão constituíram uma população que poderia ser comparada a um barril de pólvora, em estado latente de explosão. Basta uma fagulha no pavio, basta qualquer provocação, ou seja, toda essa situação do homem pobre e livre vai sucumbir em revoltas armadas: “Ronco da Abelha e Quebra Quilos”.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Turismo na cidade de Ingá

RESUMO
O presente trabalho consiste na prospecção do potencial turístico da Itacoatiara do Ingá, monumento arqueológico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por ser considerado como um dos mais importantes de seu gênero no Brasil.
Embora ainda sejam um mistério as inscrições que recobrem a Pedra do Ingá, maciço formado por blocos de gnaisse, são fonte de estudos para arqueólogos profissionais e amadores, pois podem esclarecer detalhes da vida cotidiana dos habitantes primitivos daquela localidade.
Esse artigo pretende mostrar o grande potencial turístico cultural que existe naquele sítio arqueológico, hoje pouquíssimo divulgado e explorado de maneira irregular. Os aspectos estudados fazem parte da busca do conhecimento para apresentação de medidas que ajudem a desenvolver o turismo cultural na Paraíba.

INTRODUÇÃO

Sabemos que o turismo exerce, atualmente, um papel decisivo em vários países, sendo, em muitos casos, o verdadeiro carro-chefe dos desenvolvimentos econômico, social e cultural.
O Brasil vem, ano a ano, preocupando-se e dando atenção ao desenvolvimento turístico de diversas regiões do país. O potencial que a nação possui é realmente gigantesco: riquezas naturais e culturais, além de um povo que tem um calor humano muito grande. De acordo com a EMBRATUR, o Brasil conta atualmente com mais de mil municípios com potenciais turísticos. Cabe a cada um deles procurar desenvolver e explorar seus atrativos, atentando-se para a questão da hospitalidade.
Assim, tomaremos como discussão o município de Ingá, no interior da Paraíba, o qual ainda não despertou para o seu potencial. Cabe aqui ressaltar que o poder público exerce um papel fundamental na hora de alicerçar um plano de desenvolvimento turístico sustentável, em parceria com a iniciativa privada. Mas sem dúvida, sem a participação da comunidade receptora, falta o alicerce para sustentação e o sucesso da atividade.
A Pedra do Ingá localizada no municipio de Ingá é um monumento arqueológico, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), considerado, por muitos estudiosos, como um do mais importantes de seu gênero no Brasil. As inscrições despertam interesse de cientistas, pois podem reunir muitas informações sobre a vida e os costumes do homem pré-histórico em nosso continente. A Itacoatiara do Ingá é considerada como um dos monumentos arqueológicos mais significativos do Nordeste (CLEROT, 1969).
Estudos indicam que todas as constelações zodiacais encontram-se devidamente representadas nas inscrições do platô da Pedra; sendo que a situação equinocial do Escorpião permite supor que as inscrições sejam anteriores a 2.100 a.C. (A saga da astrologia no Brasil).
A escrita do Ingá é, talvez, o único documento epigráfico indecifrado (BRITO, 1993). Embora ainda cobertas de mistério, as inscrições que recobrem o bloco lítico são, há bastante tempo, fonte de estudos para arqueólogos profissionais e amadores, pois podem esclarecer detalhes da vida cotidiana dos habitantes primitivos daquela localidade. Muitas especulações são feitas a respeito de tais figuras rupestres: seriam elas o registro de um contato com alienígenas? O ar fantástico e misterioso da Itacoatiara do Ingá só motiva, ainda mais, o interesse por sua história e, como não poderia ser diferente, as visitas de curiosos ao local.
O fascinante mundo do enigmático vai permitir uma curiosa viagem pela Itacoatiara do Ingá, documento lítico ainda não decifrado e principal ponto de curiosidade dos turistas epesquisadores que visitam a Paraíba. Seja qual for a sua significação a “Pedra Lavrada” do Ingá indecifrada ou inexplicada constitui um interessante e valioso documento da nossa pré-história.
A pedra que é formada por blocos de gnaisse divididos em três painéis, tendo o bloco principal 24 metros de comprimento por 3,8 m de altura. Há muitos sulcos e pontos capsulares seqüenciados, ordenados, que lembram constelações, embarcações, serpentes, fetos e variados animais, todas parecendo o modo que os indígenas ou os visitantes de outras latitudes tinham para anunciar idéias ou registrar fatos e lendas.
Esse estudo pretende mostrar o grande potencial turístico cultural que existe naquele sítio arqueológico, hoje pouquíssimo divulgado e explorado de maneira extremamente
irregular.
O objetivo deste trabalho é mostrar a capacidade turística das Itacoatiara do Ingá, um lugar que ainda guarda segredos e mistérios. Portanto está sendo proposto um conjunto de ações estratégicas para incrementar as atividades turísticas no Município do Ingá, na Paraíba, diagnosticar o potencial turístico e elaborar propostas para desenvolver o turismo em parceria com os Órgãos de turismo e sugerir o envolvimento da comunidade local nas ações de planejamento do turismo sustentável.

A Itacoatiara do Ingá e o Turismo

Até hoje a visita de turistas à Itacoatiara do Ingá é esporádica e tem apenas um caráter turístico complementar. Ou seja, o município do Ingá e sua Itacoatiara não estão, necessariamente, nos roteiros de viagem praticados na Paraíba. Porém, os turistas de passagem para centros mais próximos, como Campina Grande, João Pessoa, Itabaiana ou Caruaru, algumas vezes, estendem sua curiosidade e, segundo os moradores do município, “dão uma entradinha para ver a pedra” (Cavalcanti et al, 1993).
Neste contexto, o turismo desenvolvido é predatório, pois as festividades têm sido realizadas dentro, ou melhor, nos arredores do monumento arqueológico. São instaladas barraquinhas para a venda de bebidas, comidas típicas e artesanato onde são instalados aparelhos de som. Resultado: o lixo acaba sendo jogado no rio ou nos “buracos” da Itacoatiara; enquanto a própria pedra é utilizada como passarela para desfiles, forrós e encontros. Esse comportamento revela que os interesses pelo turismo e pela preservação das inscrições são mínimos. A população, em geral, por razões ligadas à sua condição social, pela falta de meios de formação e informação, pela revolta por seus baixos salários e péssimas condições de vida, não consegue perceber a importância que a “pedra lavrada” tem.
No local foi construído um restaurante e surgiu um Museu de História Natural, que acolhe cerca de duas dezenas de fósseis de animais que aí viveram, retirados do sítio Maringá e em Riachão do Bacamarte (SITIOS ARQUEOLÓGICOS DA PB, 2003).
O que se tem notado ultimamente é que, embora as Itacoatiara não tenham atraído o turismo doméstico, há muita presença de turistas de outros países, que vem através de pacotes, normalmente oferecidos por agências receptivas de Natal e que passam de forma rápida, sem ter gastos financeiros no local.

Revitalização do Sítio Arqueológico

A Pedra Lavrada pode vir a ser o instrumento do retorno à prosperidade econômica e social do município. Para isso, ela precisa ser respeitada, bem tratada e preservada.
É necessário manter sempre em bom estado de conservação a rodovia PB 095 que liga a BR 230 até Ingá, pois esta invariavelmente, encontra-se em mau estado de conservação, já que sua construção inicial não foi de boa qualidade.
É preciso uma fiscalização mais intensa, visando coibir a presença de vândalos, ou ainda de pesquisadores, como aconteceu com o Professor Joel Rotd que se valeu dos conhecimentos arqueológicos das professoras Gabriela Martin (UFPE) e Maly Trevas e, por conta do material corrosivo que utilizaram em suas pesquisas, as inscrições da parte esquerda da Pedra estão desaparecendo. Essa pesquisa foi feita sem autorização do IPHAN e foi noticiada na imprensa pessoense (O Norte, João Pessoa, 04nov2001).

É preciso preparar melhor os funcionários incumbidos de cuidar do local, para que, ao chegarem pessoas dizendo-se autorizadas por determinado órgão ou pessoa, para que a informação seja checada, antes de se autorizar qualquer ação no sítio arqueológico.
É necessário uma melhor estruturação do local, com bom restaurante, instalações sanitárias adequadas e limpas, local para venda de produtos regionais, livros e material de informações sobre o local.
É preciso fazer uma estrutura de proteção das pedras, visando evitar o desgaste pela própria natureza ou ação de vândalos. Há apenas uma corda ao redor da pedra principal.
É necessária uma melhor divulgação, mostrando a importância de conhecer parcela importante dos antigos homens que passaram ou viveram nessa terra e ainda ter uma chance de redenção econômica para o município: o turismo.

A Cidade de Ingá e o seu Potencial Turístico

Ingá é um município situado no Agreste Paraibano, com 197,1 km² e sua população, de acordo com o Censo 2000, é de 17.939 habitantes. Faz limites com os seguintes municípios: Serra Redonda, Massaranduba, Campina Grande, Itaituba, Mogeiro e Juarez Távora. Seu clima é seco, com temperaturas máximas de 37 graus e mínima de 22 graus. O inverno começa em abril e se estende até junho.
O município ficou famoso por causa de uma pedra misteriosa e cheia de segredos. Por volta de 1599, houve o primeiro contato do homem branco com as terras do município de Ingá. A povoação dessas terras só teria se iniciado no século XVII, a partir de pousadas à sombra de enormes ingazeiros (daí o nome de origem), que na naquela época existiam à margem do rio, sendo que o primeiro aglomerado populacional foi a antiga povoação do Bacamarte, justamente no local onde hoje está a ponte de cimento armado que liga dois bairros da cidade.
Em meados do século XVII já se encontravam instalados na região do Ingá pequenos situantes e grandes criadores de gado. Surgiram grandes propriedades com construções de capelas dedicadas a Nossa Senhora da Conceição, em torno da qual se formou um povoado que prosperou graças às condições favoráveis da área para o cultivo de algodão e de culturas como milho e feijão.
É uma cidade que guarda lembranças do tempo dos escravos, mas também chama a atenção por pequenas modernidades. Nos lados de uma rua se pode ver o que um dia foi uma senzala e uma casa de senhor de escravos: a senzala está abandonada. A casa-grande, habitada e equipada com antena parabólica (O Norte, 06abr2003).

PROPOSTAS DE AÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO DA
ITACOATIARA DO INGÁ


Após o diagnóstico do potencial turístico da região, observou-se a necessidade de melhorias consideráveis na região para que a mesma possa ser incluída dentro de um projeto turístico no Estado da Paraíba.
Diante da atual conjuntura em que se encontra a Itacoatiara do Ingá, necessário se faz elaborar um planejamento estratégico que vise dar condições de tornar o local um atrativo turístico. Deste modo propõe-se:
· Promover campanhas educativas para a comunidade local, visando esclarecer e informar a importância do turismo como agente fomentador de divisas para a região e melhoria na qualidade de vida.
· Envolver os moradores locais, treinando-os e preparando-os para receber turistas e com isto aumentar suas rendas familiares.
· Em parceria com Universidades e Órgãos Governamentais e entidades privadas, elaborar um plano de preservação e conservação das Itacoatiara.
· Construção de hotel/pousada e restaurante, visando dar um melhor conforto e até mesmo uma maior permanência do turista no local.
· Organizar um turismo receptivo com origem no Estado da Paraíba.
· Sinalização ao longo das rodovias informando aos viajantes a existência de um sítio arqueológico. No caso da BR 230, a sinalização deveria existir também na saída de João Pessoa. Isso certamente criaria interesse nas pessoas em visitar o local e até mesmo tomar conhecimento da existente, já que é comum as pessoas dizerem que nunca ouviu falar da Pedra do Ingá.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Hoje, por incrível que possa parecer, o monumento da Itacoatiara do Ingá desperta mais interesse para os estrangeiros. Nota-se que são poucos os paraibanos que conhecem ou tem algum interesse em conhecer a sua existência, talvez pela falta de divulgação e pela falta de informações . Até para os estudantes, de todos os graus, a sua importância é relevante, pois não é em qualquer lugar do mundo que se pode ver um monumento desse tipo sobre o qual praticamente tudo ainda está para ser descoberto.
Necessário de faz também é melhorar a estrutura do local, dando melhor conforto ao
turista e provocando uma permanência maior no local. Hoje o turista passa rapidamente pelo local, de meia hora à uma hora, pois não tem qualquer atração complementar que estimule uma permanência maior.
Conforme se verifica no local, é necessário melhorar os aspectos que visem a preservação das inscrições, fazendo-se estruturas para impedir a ação de pessoas desordeiras e inclusive da própria ação do tempo, pois se corre o risco de se perder um patrimônio tão valioso. Há apenas uma corda cercando a Pedra Lavrada do Ingá.
O sítio arqueológico fica em lugar de fácil acesso, com rodovia asfaltada até o local e próximo de João Pessoa (85 km) e de Campina Grande (42 km), localidades com aeroporto e infra-estrutura hoteleira.
Uma atuação conjunta dos Órgãos Municipais, Estaduais e Federais interessados na Proteção do Sítio Arqueológico é de extrema importância. É interessante que a iniciativa privada juntamente com os órgãos governamentais se unam e desenvolvam uma estratégica turística e de preservação da Pedra do Ingá.
Com esse trabalho espera-se contribuir para o desenvolvimento do turismo na Pedra do Ingá, para a cidade do Ingá e sua população.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Horácio de. História da Paraíba. Tomo I. João Pessoa: Editora Universitária - UFPb, 1993.
BRITO, Gilvan de. Viagem ao desconhecido: os segredos da pedra do Ingá (inclui outros registros
rupestres). 3.ed. Brasília: Senado Federal, 1993.

CLEROT, Leon Francisco R. 30 anos na Paraíba (memórias corográficas e outras memórias). Rio de Janeiro: Pongetti,1969.

DESTRUIÇÃO da Pedra do Ingá. O Norte, João Pessoa, 04 nov. 2001.