sábado, 10 de janeiro de 2009

Relevo e Hidrografia - (Ingá-PB)

Cruzeiro de Ingá-PB

Serra Velha (Cinturão Orogenético da Borborema)- Ingá/Pb

O relevo paraibano apresenta-se, no geral, bastante diversificado, destacando-se cinco grandes domínios geomorfológicos, cada um deles abrangendo várias unidades morfológicas, conforme a esquematização que se segue: Domínio das terras baixas litorânea, Domínio dos baixos planaltos costeiros (tabuleiros), domínio da Depressão Sublitorânea, O Domínio da Borborema, e Depressoões sertanejas e bacia sedimentar do rio do Peixe (Bacia de Souza). Neste blog, vamos abordar de modo geral a unidade geomorfológica da Depressão sublitorânea que o Ingá está inserido, como foi analisado através da aula de campo com a professora Margarida que foi fundamental para ampliar nosso conhecimento geográfico e geomorfológico.
Descendo o planalto da Borborema encontramos o município de Riachão do Bacamarte, onde apresenta os esporões que conformam a área do Piemonte da Borborema que são serras com altitudes de 200/300 metros, articulados a frente do maciço. Que se fecham formando a Escarpa Oriental, que é representada por um alinhamento de serras com topos aplainados, traçado regular e disposto segundo a direção sudoeste e nordeste, fazendo com que a depressão sublitoranea se estreite de acordo com a escarpa. Por causa da elevada altitude dessa escarpa, favorece uma rede hidrográfica perene, com grande poder erosivo. Os leitos ocorrem em vales profundos em V.
A professora Margarida salientou que na entrada de Ingá, lado direito sentido João Pessoa acaba-se a Borborema e inicia-se os esporões da Borborema e na parte direita a serra do Quirino. Caracterizado por um relevo ondulado e por um alinhamento de serras com topos aplainados (Serras Gentio, Pontes, Verde, Velha, Zabelê, Rajada e Cabral, todas pertencentes ao sistema da Borborema e são caracterizados como Acidentes Orográficos da cidade do Ingá) .
Observamos que as encostas desses esporões são hoje utilizados com o plantio de pastagem e de milho ou como área de extração de granito para produção de brita por uma empresa pessoense.
A cidade de Ingá-PB está localizada no compartimento geomorfológico, denominado Depressão Sublitorânea, alongada no sentido N-S do Estado. Observamos que a superfície em geral apresenta-se semi-colinosa, com morros de topos semi-arredondados e vertentes no geral convexas, que foram modelados por processos erosivos de um clima úmido anterior à deposição de sedimentos que deram origem ao Baixo Planalto Costeiro, realizada sob um clima semi-árido. Situa-se entre os tabuleiros e a escarpa oriental da Borborema, esse domínio é resultante do aplainamento das rochas metamórficas e magmáticas do escudo Nordestino pré-cambriano e da desnudação da cobertura sedimentar que as revestia. Trata-se de compartimento deprimido, de direção geral norte-sul, muito irregular quanto as formas de relevo. É uma área baixa, colinosa, com relevo suavemente ondulado. Os rios que a atravessam são intermitentes (temporários), tem vales abertos e pouco profundos (rios Gurinhém, Paraibinha, Surrão, Cachoeira e Bacamarte ou Ingá; riachos João Pinto, Arruda, Mamoeiro, Barrinha, Mata Negro, Zabelê e Caruru e são caracterizodos como Acidentes Geográficos da cidade do Ingá). O aspecto ondulado do relevo é rompido apenas pela presença de algumas serras, como a do Quirino e a do Boqueirão, alternado com esporões da Borborema, na parte central, entre Gurinhém e Ingá. O clima varia de sub-úmido a semi-árido atenuado. Na depressão, o clima tropical quente adquire características de sub-umidade, com precipitações em torno de 800 mm anuais, cinco meses, em média, de estiagem por ano, uma temperatura média anual de 27º C e Umidade do ar de 78%.
Como ressaltou a professora Margarida, essa região é bem menos úmida que o litoral e o brejo que a limitam, e isso se reflete na hidrografia com rios temporários, nos solos rasos e pedregosos e na vegetação de tipo acatingado, classificada como Agreste e originalmente constituída por uma mata subcaducifólia de transição, com espécies Xerófilas da caatinga e alguma espécies da mata úmida. Atualmente, essa formação vegetal, muito degradada pelo homem para uso do solo, resume-se em quase toda a Depressão, por uma cobertura de gramíneas rasteiras e muitos juazeiros, espécie arbórea da vegetação primitiva. De forma geral, essa vegetação original encontra-se quase que totalmente substituída por plantações de pasto e pela agricultura. Nessa área a pecuária é a atividade dominante embora sua ocupação tenha se dado inicialmente com base na policultura alimentar sendo a pecuária apenas uma atividade complementar. A drenagem como foi ressaltada é temporária, cujos os formadores promovem o festonamento (erosão) das bordas do Maciço da Borborema, em espigões rochosos (Ex: serra do Teixeira) e convergem para um vale estreito e encaixado.
Professora Margarida


Rui Barbosa_Vista parcial da Zona Urbana de Ingá-PB
Serra Velha





4 comentários:

Rech disse...

Eu visitei o Sítio Arqueológico de Ingá, gostei muito. Colequei algumas fotos no álbum do Panorâmio, para quem quiser ver as fotos, acesse no seguinte link: http://www.panoramio.com/user/550842.

Rech

ismael camelo disse...

RUI, OS MEUS AVÓS MORARAM NO INGA NO COMEÇO DO SECULO XX.Depois mudaram para Campina.Alguns tios meus nasceram também no Ingá.Eles têm uma ligação com Serra Redonda.Um abraço e espero que você retorme.Ismael.

ecinho disse...

Rui certa vez li em algum site que aqui no ingá, no sitio serra velha ainda são visto lobo guará vc sabe afirma se esta informação é verdadeira?

rafaelle disse...

Morei em Ingá nos anos de 89 á 93..sinto muitas saudads daí fiz grandes amigos...foi um faze da vida que jamais terei igual..muito rica, e fico feliz ao ler noticias daí...Parabéns pelo seu blog!!
Minha meta é conseguir voltar passear e rever amigos....Rafaelle.