quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Próximo destino do Jornal Nacional no Ar será Ingá, na Paraíba

O projeto ‘JN no Ar’, é um avião que vai percorrer todos os 26 Estados do Brasil e o Distrito Federal nas cinco semanas que antecedem as eleições. A partir do dia 23, o repórter Ernesto Paglia vai embarcar nesta viagem a bordo de um avião Falcon 2000. Com uma equipe de oito pessoas e 700 quilos de equipamento eletrônico, o avião estará preparado para enviar reportagens de qualquer lugar do país e se conectar ao vivo com os estúdios do ‘Jornal Nacional’. Nos 27 dias em que irá ao ar, o ‘JN no Ar’ vai mostrar o que os moradores gostariam de melhorar em sua região e o que eles acham que pode servir de exemplo para outras localidades do país
O destino será escolhido ao vivo na bancada do JN através de um sorteio, auditado pela Price Waterhouse. Os apresentadores vão sortear um município de cada Estado. Participarão do sorteio 400 cidades brasileiras com mais de 40 mil habitantes ou, dependendo do tamanho do Estado, de cidade menores. O principal critério de participação do município no sorteio do ‘JN no Ar’ é estar cerca de uma hora e meia de carro do aeroporto mais próximo. Sendo assim, no momento que a cidade for anunciada, Ernesto Paglia e sua equipe terão algumas horas para chegar ao destino. Para esta jornada, a equipe contará ainda com o apoio de um segundo avião menor, que ajudará a equipe nos locais sem rodovias.
A cobertura das eleições, como em 2006, tem o patrocínio do Bradesco, que, neste ano, é também o patrocinador do Jornal Nacional.
Diante do exposto, o sorteio do próxirmo destino da equipe do JN no Ar foi para o estado da Paraíba mais precisamente para o municipio de Ingá. O Ingá será a sétima cidade visitada pela equipe no dia 02/09/2010. O repórter Ernesto Paglia chegou no Ingá depois de percorrer aproximadamente 40 km de Campina Grande às 9h25 desta quinta em Ingá. O repórter Ernesto Paglia e sua equipe foram recebidos por moradores da cidade paraibana com palmas e até abraços.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

João Martins de Athayde Ingá / PB


Colaboração de Arievaldo Viana

JOÃO MARTINS DE ATHAYDE nasceu no povoado de Cachoeira de Cebolas (hoje denominada Itatuba), município de Ingá do Bacamarte-PB, em 23 de junho de 1880*, filho de Belchior Martins de Lima e de dona Antônia Lima de Athayde. e faleceu no Recife-PE, no dia 7 de agosto de 1959. Foi o maior editor de literatura de cordel de todos os tempos, tendo iniciado suas atividades de poeta-editor em 1909, influenciado pelo mestre Leandro Gomes de Barros. Em 1921 comprou os direitos autorais do velho poeta, falecido em 1918 e tornou-se, durante mais de 20 anos, detentor exclusivo dos maiores clássicos da Literatura de Cordel, tendo vendido seu acervo - a obra de Leandro, a sua e a e diversos poetas - ao alagoano José Bernardo da Silva, em 1949, estabelecido em Juazeiro do Norte com uma tipografia desde 1936. Por essa época, Zé Bernardo já era o maior "agente" da folheteria de Athayde.

* Segundo o escritor pernambucano Mário Souto Maior, a data correta do nascimento de Athayde é 23 de junho de 1877. João Martins de Athayde, em entrevista concedida ao escritor Orígenes Lessa, no dia 9 de outubro de 1954, em Recife, faz confusão quanto a data de seu nascimento. Nessa entrevista, consta que o nome de sua mãe era Antônia Lacerda Athayde. O sobrenome Lima seria proveniente do marido.

Apesar dos problemas envolvendo questão de autoria, já que Athayde identificava-se ora como editor, ora como autor da mesma obra (tendo inclusive usurpado a autoria de várias obras de Leandro, colocando seu nome na capa e adulterando os acrósticos), atribui-se ao poeta de Ingá do Bacamarte cerca de 60 títulos, dos quais destacamos os seguintes:

- A BELA ADORMECIDA NO BOSQUE
- A GARÇA ENCANTADA
- A MENINA PERDIDA
- A MOÇA QUE FOI ENTERRADA VIVA
- A PAIXÃO DE MADALENA
- A PÉROLA SAGRADA
- A SORTE DE UMA MERETRIZ
- HISTÓRIA DA MOÇA QUE FOI ENTERRADA VIVA
- HISTÓRIA DA PRINCESA ELIZA
- HISTORIA DE JOÃOZINHO E MARIQUINHA
- HISTÓRIA DE JOSÉ DO EGITO
- HISTÓRIA DE NATANAEL E CECÍLIA
- HISTÓRIA DE ROBERTO DO DIABO
- HISTÓRIA DO VALENTE VILELA
- MABEL OU LÁGRIMAS DE MÃE - DOIS VOLUMES
- O BALÃO DO DESTINO E A MENINA DA ILHA (2 VOLUMES)
- O ESTUDANTE QUE SE VENDEU AO DIABO
- O MARCO DO MEIO MUNDO
- O NAMORO DE UM CEGO COM UMA MELINDROSA DA ATUALIDADE
- O PRISIONEIRO DO CASTELO DA ROCHA NEGRA
- O RETIRANTE
- O SEGREDO DA PRINCESA
- PELEJA DE ANTÔNIO MACHADO COM MANOEL GAVIÃO
- PELEJA DE BERNARDO NOGUEIRA COM PRETO LIMÃO
- PELEJA DE LAURINDO GATO COM MARCOLINO COBRA VERDE
- PELEJA DE VENTANIA COM PEDRA AZUL
- RAQUEL E A FERA ENCANTADA
- ROMANCE DE JOSÉ DE SOUSA LEÃO DO AMAZONAS
- ROMEU E JULIETA
- UM PASSEIO NO ESCURO

quarta-feira, 17 de março de 2010

Relato Etnográfico da Família Azevedo no Ingá

Meu avô, Sr. José de Azevedo Cruz, nascido no Surrão, em 22/06/1922 é filho de Raimundo de Azevedo Cruz (Padre Azevedo, apelido) e Augusta de Azevedo Cruz. A família Azevedo, de fato, sempre foi envolvida em alguns episódios fervorosos, não se sabe o motivo, contudo, vale salientar que, não raro, ocorreram casamentos entre primos de primeiro grau, então podemos afirmar que existe um alto grau de consangüinidade na família Azevedo.
Os Azevedos, casaram não só com Azevedos, mas com a família Cruz, Guedes, Valeriano, Oliveira e Catão (As principais, em quantidade). Meu avô preferiu, como ele mesmo diz, "um casamento fora da família", teve união matrimonial com Dona Julita Bezerra de Azevedo, cujo nome de solteira era Julita Bezerra de Lima, esta, natural de Fagundes, nascida em 26/07/1921, filha de José Bezerra de Lima e Laura Bezerra de Lima.
Voltando ao meu bisavô, Padre Azevedo, possuía 7 irmãos, entre eles, 4 homens (Antônio, Camelinho, Agripino e Jordão) e 3 mulheres, cujos nomes, só sei de um, Dna Santa.
Podemos dizer, que aí está o tronco genético da família e de seus descendentes surgiu a fama da família, valentes para uns, bandidos e arruaceiros para outros.
Pronto, agora iniciaremos os "relatos picantes". Narrarei a morte de Zezé, filho de Tia Santa:
"O motivo do assassinato de Zezé, para uns pode ser banal, para outros, foi em defesa da honra. O fato é que Zezé, não se dava bem com o Tio, Sr Jordão, viúvo, que se casara com uma mulher bem mais jovem que ele. Zezé era um produtor rural morava com a família em sua propriedade na zona rural do Ingá, querido por muitos era brincalhão, farrista e "boa pinta"(para os moldes da época), ele além de sobrinho de Jordão era Genro, ou seja, casado com uma prima carnal. Zezé, em público, muitas vezes, chamou Tio Jordão de corno, algo que, segundo meu avô, não procedia, mas o fato que culminou com a decisão de Tio Jordão de mandar matar Zezé foi o de um recado dado, Tio Jordão mandara buscar um animal seu, que estava na propriedade de seu genro, quando na chegada do empregado, Zezé liberou o animal e disse: ...diga aquele corno que eu ia mandar, não ia roubar não... Bem, o recado foi dado. Com isso, o Sr Jordão contratou Chico de Cota, pistoleiro de Brejo do Cruz, Chico, enfrentou a tarefa, que, para ele, não era difícil, entretanto, na hora de cumprir o contrato, se arrependeu, pois ele era amigo pessoal de Zezé e, inclusive, devia favor a este, que tinha lhe tirado de uma enrrascada que podia lhe custar a vida, na hora H, desistiu, voltou a Tio Jordão com o rifle e o pedido de desculpas...olhe eu vivo disso, mas matar seu Zezé eu não tive coragem não... Ao lado de tio Jordão, neste momento, estava seu sobrinho, filho de tio Agripino, cujo nome era o mesmo do meu avô, José de Azevedo Cruz, contudo possuía o apelido de José Agripino, por conta de seu pai. Zé Agripino, neste momento disse...tio Jordão, não se preocupe não, pode deixar comigo... Vale lembrar que Zé Agripino era, além de primo legítimo, amigo e companheiro de farras de Zezé. Zé Agripino, segundo meu avô, era uma camarada forte, disposto pegador de boi no mato e amansador de burro brabo, ele não era casado, mas "amigado" com uma viúva rica. Após topar essa "parada", passaram-se os dias... E chegou aos ouvidos de Zezé, que ele tivesse cuidado com Zé de tio Agripino, Zezé, procurou Zé Agripino para saber disso, a resposta foi...Que é isso, eu chamais faria nada contra você, você é mais que um primo é um irmão para mim". Bem, Zé Agripino fez, em uma noite vindos de um forró, Zé Agripino simulou um encontro casual com Zezé, onde hoje é a BR, havia uma estrada carroçável, cavalgaram juntos, conversando, cruzaram com um caminhoneiro e seu ajudante, que estavam com o caminhão quebrado, dalí, inclusive, se avistava a casa de Zezé, as luzes dos candeeiros, Zezé, educado como sempre, lhes ofereceu pousada, esta, fora recusada, pois os reparos haviam terminado, então, seguiram os primos. Após o conserto do caminhão, os caminhoneiros seguiram e pouco a frente se depararam com um corpo ao chão, com o seu cavalo ao lado, reconheceram ser o homem que lhes ofereceram pousada, com medo não pararam. Zé Agripino matou Zezé de paulada, com uma ..cassete... que trazia dentro da manga do palitó, matou, cavalgando e conversando."
Logo se desconfiou do assassino, nem ao velório e enterro Zé Agripino foi, isso fez Sr Nô Azevedo, filho de Tio Antônio, sabedor dos boatos dizer..."Só pode ter sido Zé Agripino, olhe esta todo mundo aqui, menos ele". Sim, Tio Jordão foi ao velório, se aproximou do caixão e disse "está vendo aí Zezé, cadê sua valentia? fala agora da vidas dos outros fala..."
Não haviam provas concretas, as testemunhas(caminhoneiros) não queriam ficar cara a cara com Zé Agripino, fugiram disso. A família, primos e tios, recomendaram que Zé Agripino, fosse embora do Ingá, ao menos por um tempo, a ignorância de Zé superou o bom censo, como diria meu avô..." Zé Agripino achar que iria matar Zezé e tudo iria ficar por isso mesmo, só sendo Zé Agripino mesmo".


Contribuição de Carlos Magno Azevedo. bezerradeazevedo@gmail.com

domingo, 11 de outubro de 2009

Professor de Arqueologia da UEPB alerta sobre depredações nas Itacoatiaras de Ingá


Após solicitação feita ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Arqueologia e Paleontologia, LABAP da Universidade Estadual da Paraíba recebeu autorização para prospectar e escavar, realizar salvamento arqueológico e educação patrimonial na região polarizada pela Itacoatiara do Ingá.
A solicitação feita ao IPHAN ocorreu devido ao desprezo visto em vários locais arqueológicos da Paraíba, dentre eles a Itacoatiara do Ingá. Neste último caso, já há algum tempo são registrados atos de vandalismo e falta de cuidados com o patrimônio local, o que fez com que os pesquisadores da UEPB fizessem uma denúncia junto ao IPHAN e Ministério Público Federal, para que fossem tomadas as providências cabíveis.
As Itacoatiaras do Ingá e o seu entorno guardam segredos ainda não conhecidos e os registros gráficos daquele monumento correm sérios riscos de desaparecer. É o que afirma o arqueólogo, professor de História da Universidade Estadual da Paraíba e coordenador do Laboratório de Arqueologia e Paleontologia – LABAP/UEPB, Juvandi de Souza Santos.
“Nas últimas semanas, novas gravuras foram talhadas no imenso bloco suporte, só que não foram os nossos antepassados que realizaram tais gravações, mas atos de vândalos que maculam tão rico monumento”, afirmou o professor. Porém, esta depredação não é tão recente. Já há algum tempo vêm se registrando vandalismos e falta de cuidados com o patrimônio local.
Tal destruição é lamentada não só por especialistas, que conhecem o valor histórico das inscrições, mas também pela população local. Há um ano atrás, alunos do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Luiz Gonzaga Burity, em Ingá, numa atividade desenvolvida para a Feira de Ciências da escola, fizeram um vídeo que mostrava o vandalismo nas pedras e a falta de cuidado dos turistas.
“Se me perguntam se sou favorável à abertura daquele e de outros locais que guardam vestígios dos nossos antepassados para a visitação turística, sou radical: no momento não. Mas a partir do momento em que a legislação for cumprida, que pessoas qualificadas e instituições sérias assumam o gerenciamento desses locais, aí sim, serei de acordo com a abertura a visitação de forma sustentável e com fins educacionais”, opinou Juvandi.
Nos últimos dias, o LABAP recebeu fotos da Itacoatiara do Ingá com novas gravuras desenhadas, demonstrando o grau de descaso a que chegou o patrimônio arqueológico do lugar. O Mini-museu de Ciências Naturais existente no local tem sofrido o mesmo destino: outra foto mostra que o próprio “guardião” do museu faz uso de material arqueológico para segurar papéis, prova do destino que tem se dado ao patrimônio cultural do país.
Devido ao desprezo visto em vários locais arqueológicos da Paraíba, a UEPB, por meio do LABAP, solicitou autorizações junto ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para prospectar e escavar sítios arqueológicos em vários municípios do Estado. O Laboratório tem autorização do IPHAN para estudar, principalmente via escavações arqueológicas, monumentos que pertencem ao povo do município e que servem para contar a história da região.
“É nosso objetivo, em 2009, efetuarmos ao menos três escavações em sítios arqueológicos no município de Campina Grande: um tanque pleistocênico que fica localizado nas proximidades da Itacoatiara do estreito; um levantamento com sondagem arqueológica no antigo Cassino El Dorado e outra atividade no antigo Paço Municipal, ao lado da Catedral, onde hoje há um estacionamento. Ali funcionava a antiga Câmara Municipal de Campina Grande. Tudo isso visa mostrar ao povo da região quão grandioso foi o nosso passado”, disse Juvandi. No caso da Itacoatiara do Ingá, o LABAP está fazendo a denúncia junto ao IPHAN e ao Ministério Público Federal, para que estes órgãos federais tomem as providências cabíveis.

Itacoatiaras de Ingá: preservação histórica
Clovis Lima, em seu artigo, “As Itacoatiaras de Ingá”, datado de 1953 e publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, afirmou que “O monumento do Ingá é um filho do passado – marco de uma grande antiguidade”. Há meio século, a Pedra Lavrada do Ingá já chamava a atenção de cientistas e curiosos. Desde esse período, já havia a preocupação com o desgaste natural e antrópico do monumento.
As Itacoatiaras de Ingá são uma série de blocos de gneiss que cortam o rio do mesmo nome, trazendo esculpidas na rocha inscrições rupestres que desafiam o mundo científico há décadas. Únicas no mundo, as Itacoatiaras são visita obrigatória para os turistas.
Para alguns arqueólogos de renome nacional e internacional, as itacoatiaras da fazenda Pedra Lavrada, em Ingá, constituem as inscrições pré-históricas mais importantes do mundo, entre as não devidamente estudadas. Ainda não decifradas, estas inscrições representam monumento arqueológico de grande valor. Sua origem é totalmente desconhecida, aventurando-se a possibilidade de terem sido talhadas por indígenas, por fenícios ou por outros povos.
As pedras mostram, na sua superfície, inscrições rupestres cuja autoria já foi atribuída a fenícios, índios de cultura avançada e extraterrestres. Os partidários desta última teoria apóiam-se no fato de uma pedra mostrar um desenho que parece uma cópia da Constelação de Órion. Em outras, há símbolos que lembram homens, mulheres, bichos e barcos. Uma das pedras, que emite sons metálicos parecidos com badaladas de um sino, é mais um mistério, pois, segundo pesquisas, a pedra não é oca.
Da assessoria de imprensa da UEPB
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Visitado no dia 26 de julho de 2009.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Universidade Estadual promove restauração do acervo arqueo-paleontológico do Ingá

Através de um acordo firmado entre a Prefeitura Municipal do Ingá (PB) e a Universidade Estadual da Paraíba, desde maio deste ano, a coleção arqueo-paleontológica do Museu de História Natural do Ingá, instalado na Fazenda Pedra Lavrada, foi encaminhada a profissionais do Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da UEPB para seu restaure.
A iniciativa tem como objetivo permitir que a coleção adquira suas feições originais, abandonando o carcomido estado em que se encontrava, e se transformando novamente em ferramentas didáticas para o conhecimento da pré-história às turmas de visitantes que tem como destino o sítio arqueológico Pedra do Ingá.
O acordo estabeleceu o fechamento do museu a visitações, para que o coordenador do LABAP, o arqueólogo Juvandi de Souza Santos, em parceria com o paleontólogo Márcio Mendes, realizassem o processo técnico de restaure de todo acervo fóssil do museu. Assim, várias peças foram coladas, impermeabilizadas e ganharam suas feições anatômicas originais.
Dois meses foram necessários para que o processo pudesse ser integralmente concluído e mais algum tempo foi necessário para que a Prefeitura do Ingá, através da Secretaria de Turismo, pudesse resgatar o acervo nas dependências do LABAP e reorganizá-lo em suas salas originais. A Prefeitura do Ingá se encarregou de viabilizar a pintura das dependências internas do museu, bem como dar suporte a quaisquer expedientes necessários a estruturação das instalações.

Beneficiamentos
Em uma outra parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Prefeitura Municipal, foram concedidas ao sítio arqueológico sinalizações de visitação e uma cerca de proteção, restringindo a área próxima às inscrições rupestres para que sejam preservadas das ações de vândalos.
No dia 1º de setembro, toda a reestrutura foi informalmente inaugurada, com novos aparatos que atendem exatamente a preservação do lugar. Hoje, o museu se encontra mais aprazível para a contemplação do acervo e as inscrições estão resguardadas do público, que costumava se debruçar por sobre os painéis, contribuindo, de certa forma, com as intempéries que os desgastavam.
O apoio mútuo entre instituições, órgãos públicos e sociedade civil tem se tornado mais evidente, como conseqüência de ações denunciativas da UEPB e de outros pesquisadores ao longo dos últimos anos, cuja união de esforços oficiais e não-oficiais fazem crer que a preservação do patrimônio possa ser efetivamente possível.
A integração entre a sociedade e os poderes públicos mostrou-se imprescindível para que sejam preservados, por várias gerações, os equipamentos públicos de conhecimento e questionamento do passado, neste caso, o sítio arqueológico mais famoso do Brasil, a Pedra do Ingá.

sábado, 8 de agosto de 2009

Anexação do Sitio Cabral ao Ingá-PB


A população de Ingá teve um acréscimo em sua população no senso de 2007 em cerca de 1000 pessoas devido a anexação da zona rural do Cabral que no senso de 2000 pertencia ao município de Mogeiro.
Diante desse impasse, houve um pedido de causa pelo Município de Mogeiro/PB contra o Chefe da Unidade Estadual da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), consistente na alteração do território, com suas dimensões e marcos conhecidos e já estabelecidos, com a retirada da população do Sítio Cabral do censo do município, incluindo-a no do Município de Ingá. Afirmando que o IBGE, ao autorizar o desmembramento do Sítio Cabral, pertencente ao território do mesmo, provocou a exclusão de mais de 1.000 (mil) pessoas da população do município. O município de Mogeiro sustenta que desde 12.12.1961, conforme Lei Estadual nº 2.618/61, o Sítio Cabral integra a base física de seu território, com seus limites, desde o início, bem definidos e traçados no Mapa GeoHidrográfico, contudo, foi desmembrado para ser anexado ao território vizinho do Município de Ingá, nos termos da seguinte comunicação realizada pelo responsável do IBGE: "... informamos o seguinte: Mediante visita in loco, utilizando equipamentos apropriados, com tecnologia global positions systems, de posse dos mapas municipais e com base na legislação vigente, o Supervisor da Base Operacional do IBGE na Paraíba confirmou que a localidade Cabral encontra-se nos limites de Ingá-PB, próximo à linha divisória com Mogeiro/PB ... Se, no Censo de 2000, a população respectiva foi incorporada a esse município, isso se deveu a equívoco decorrente das limitações tecnológicas de então, o que é compreensível, pois processos técnicos são sujeitos a aprimoramento ao longo do tempo ..." O município de Mogeiro entende que o IBGE está equivocado, porque: 1) a população do Sítio Cabral não foi incorporada por ocasião do Censo de 2000; 2) o Sítio Cabral foi incorporado por ocasião da emancipação política de Mogeiro, pela Lei Estadual nº 2.618, de 12.12.1961, cujo território e respectiva população habitacional já a ele pertencia na condição de distrito e vila, quando foi levado a status de município; 3) o equipamento de medição realizado pelo IBGE segundo o município de Mogeiro, foi programado errado; 4) o Município de Mogeiro, antes de sua emancipação, pertencia ao Município de Itabaiana, sendo equivocada a justificativa encontrada para incorporar ao Município de Ingá o Sítio Cabral; 5) jamais houve qualquer conflito reivindicatório de áreas entre os municípios vizinhos. Acresce que todas as despesas, relativas a transporte de estudantes, manutenção com escolares, aquisição de imóveis e bens duráveis e pagamento com funcionários, construção de passagens molhadas, galpões, perfurações de poços e açude, no Sítio Cabral, são realizadas por Mogeiro, sendo esse mais um fator de que a comunidade lhe pertence.